
O nome exótico dava corpo a uma música também exótica, interpretada por uma voz estranha, por vezes gutural, mas recheada de paixão. Lhasa de Sela era filha de mexicana e americano-judeu-libanês (!), teve uma infância e juventude itinerante, de saltimbanco, a correr pelos EUA e o México pela mão dos pais. O que talvez explique a música estranha, uma fusão das tradições mexicanas com incursões rock e klezmer. Cantava em espanhol, francês e inglês.
Morreu com a chegada do ano novo, a 1 de Janeiro, em Montreal, Canadá, vítima de cancro da mama, aos 37 anos. Deixou três CDs que vale a pena ouvir: La Llorona (1997), The Living Road (2003) e Lhasa (2009).
Descanse em paz.